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Mercado

Dentro do varejo farmacêutico brasileiro, as drogarias constituem o principal meio de acesso da população aos medicamentos e um dos principais canais para artigos de higiene e beleza. Em sua maioria, esses estabelecimentos realizam a venda de Medicamentos, Medicamentos OTC e Produtos de Higiene e Beleza.

Conforme divulgado pela Abrafarma, foram emitidos pouco mais de 892 milhões de cupons fiscais no ano de 2017, o que significa que praticamente toda a população do país comprou pelo menos 4 vezes nas lojas associadas da Abrafarma durante o ano.

Em 2017, o mercado brasileiro de medicamentos movimentou R$ 95,6 bilhões, de acordo com IMS Health, um crescimento de 9,6% em relação a 2016. 

O mercado brasileiro de drogarias é um mercado em forte crescimento, ainda pulverizado, mas em processo de consolidação. A população paga pela maioria dos seus medicamentos com recursos próprios, uma vez que programas públicos e privados de subsídio aos medicamentos, que prevalecem em diversos países do mundo, ainda são incipientes no Brasil. 

 

Indústria de Medicamentos

O setor de medicamentos é um dos setores de maior crescimento no mundo, tendo superado de maneira consistente o crescimento da economia mundial nos últimos anos, tendência verificada também no Brasil, de acordo com dados divulgados pela IMS Health.

Podemos identificar no Brasil os seguintes tipos de medicamentos:
 

•    Medicamentos de Marca: Medicamentos que englobam a categoria de Medicamentos de Referência e Medicamentos Similares, para os quais é exigida prescrição médica para a venda.

•    Medicamentos de Referência: Novos medicamentos lançados pelos laboratórios após grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, exaustivos procedimentos de testes e aprovação das agências governamentais competentes. São medicamentos que servem de parâmetro para os testes de bioequivalência e biodisponibilidade para a aprovação dos Medicamentos Genéricos. Esses produtos, quando de seu lançamento, são protegidos por patente, cujo prazo pode variar de acordo com a categoria da invenção e da legislação do país. No Brasil, este prazo é de até 20 anos.

•    Medicamentos Similares: Medicamentos que contêm o mesmo ou os mesmos princípios ativos e a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do respectivo Medicamento de Referência, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos (intravenoso, comprimido, cápsula, supositório, etc). Os Medicamentos Similares também são identificados por meio de marca comercial e, assim como os Medicamentos Genéricos, só podem ser produzidos e comercializados após expiração ou renúncia da proteção patentária do respectivo Medicamento de Referência. Os Medicamentos Similares passam por testes de equivalência farmacêutica e biodisponibilidade exigidos pelo Ministério da Saúde, sem, no entanto, passar pelo teste de bioequivalência.

•    Medicamentos Genéricos: Medicamentos idênticos, ou bioequivalentes, aos respectivos Medicamentos de Marca na forma de dosagem, eficácia, segurança, potência, qualidade, características de desempenho e uso pretendido, desenvolvidos após a expiração, renúncia ou quebra da patente dos Medicamentos de Marca em que se baseiam, e utilizando fórmulas de Medicamentos de Marca. Dessa forma também é exigida a prescrição médica para a venda desse tipo de medicamento. A diferença se dá no nome, na marca e na forma de divulgação. Os Medicamentos Genéricos não são protegidos por patente.

•    Medicamentos OTC: Medicamentos cuja venda é livre, não requerendo a apresentação de prescrição médica, utilizados para o alívio de uma condição médica. Esse grupo inclui medicamentos para o tratamento de condições agudas fáceis de serem autodiagnosticadas, tais como antiácidos, remédios para tosse, dor e gripe.

O mercado de medicamentos brasileiro alcançou em 2017 índice composto de crescimento anual de receita bruta de vendas e serviços (CAGR) de aproximadamente 17,2%, entre 2008 e 2017.

Acreditamos que o crescimento do mercado de medicamentos no Brasil se deve, principalmente, (i) ao aumento de renda e do consumo per capita; (ii) ao envelhecimento da população brasileira; (iii) à expansão do mercado de medicamentos genéricos; e (iv) ao controle precoce de patologias. Os gráficos abaixo ilustram a evolução do setor no mundo e no Brasil nos últimos anos: 

 

 

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O consumo anual per capita de medicamentos no Brasil apresenta um grande potencial de crescimento, pois ainda é significativamente inferior quando comparado ao consumo nos principais mercados mundiais. 


Os seguintes fatores justificam as fortes perspectivas de crescimento do mercado brasileiro:


Aumento de Renda e do Consumo per Capita. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou IBGE, o gasto em medicamentos oscila fortemente de acordo com o patamar de renda da família, o que demonstra a existência de uma forte demanda reprimida para a população de menor renda.


O período entre 2005 e 2010 se caracterizou por uma significativa migração de famílias para a Classe C, conforme demonstra o gráfico abaixo. Acreditamos que isso contribui de forma significativa para o crescimento do mercado farmacêutico. Portanto, à medida que o País seguir crescendo e diminuindo a alta concentração de renda hoje existente, podemos esperar que essa tendência continue se aprofundando. Estima-se que a representatividade da Classe C saltará de 54% no ano de 2010 para 60% no ano de 2030, conforme gráfico abaixo:


•    Envelhecimento da População: O consumo de medicamentos varia conforme a idade. Este padrão de consumo, aliado ao crescimento esperado da população com mais de 60 anos, deverá fazer com que o mercado farmacêutico brasileiro eleve o seu patamar nos próximos anos. No ano 2000, de acordo com o IBGE, o número de pessoas com mais de 60 anos era de 12,9 milhões, tendo saltado para aproximadamente 26,3 milhões em 2010. O IBGE projeta que este número saltará para 29,2 milhões em 2020, para 41,5 milhões em 2030 e para 73,5 milhões em 2060, o que corresponde a uma taxa anual composta de crescimento médio de 3,5% para os próximos 20 anos. Estima-se que a representatividade demográfica dessa parcela da população, que era de 10% em 2010, saltará para 33,7% em 2060, conforme o gráfico abaixo.
 

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•    Expansão do Mercado de Medicamentos Genéricos: Os Medicamentos Genéricos foram introduzidos no Brasil no final de 1999 e vêm apresentando alto crescimento desde o início de sua comercialização. Segundo dados da IMS Health, as vendas de medicamentos genéricos atingiram R$ 25,7 bilhões em 2017, um crescimento de 10,8% às vendas realizadas em 2016, as quais foram R$ 23,2 bilhões. O valor, auditado pela IMS Health, não considera os descontos de mais de 50% oferecidos pela indústria ao varejo e se baseia nos registros de preços feitos pelos laboratórios na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O gráfico a seguir ilustra a evolução do crescimento de participação dos Medicamentos Genéricos no mercado total de medicamentos:
 

 

Dentre os fatores que fazem com que o mercado de Medicamentos Genéricos esteja num momento de expansão, destacam-se o preço competitivo destes medicamentos frente aos medicamentos de marca e a expiração de patentes de medicamentos líderes de vendas em um futuro próximo. De acordo com a legislação vigente no Brasil, os preços dos Medicamentos Genéricos devem ser no mínimo 35% inferiores aos dos Medicamentos de Referência devido, notadamente, aos menores custos com pesquisa e desenvolvimento, o que os torna bastante competitivos e na prática, os descontos oferecidos aos clientes são de 50%.

Ainda assim, os esforços tradicionais de pesquisa e desenvolvimento, bem como a pesquisa em novas áreas, tais como a biotecnologia e a pesquisa genética, devem continuar a gerar compostos novos e mais eficazes para atender às necessidades ainda não supridas dos pacientes, contribuindo para o contínuo desenvolvimento do segmento dos Medicamentos de Marca.

Novos medicamentos que visam à melhoria da qualidade de vida, tais como medicamentos para o controle de peso, suplementos nutritivos, pílulas anticoncepcionais e produtos para a disfunção erétil surgiram como um segmento novo e de rápido crescimento da indústria.

•    Controle Precoce de Patologias: O estilo de vida adotado pela população nas grandes cidades do Brasil e do mundo vem contribuindo para a degradação da saúde dos indivíduos. Esta população urbana respira ar poluído, alimenta-se de forma inadequada, possui vida sedentária e sofre com os efeitos do estresse, o que contribui para patologias como diabetes, colesterol elevado, hipertensão, doenças respiratórias, depressão, entre outras. Adicionalmente, os médicos e a população em geral estão se conscientizando cada vez mais dos benefícios resultantes da prevenção, detecção e do controle precoce destas e de outras patologias. O início dos tratamentos tem ocorrido cada vez mais cedo, por meio do uso dos medicamentos, contribuindo para a saúde e bem estar e alavancando o crescimento do mercado farmacêutico, sobretudo entre a população não idosa.

Indústria de Higiene e Beleza (HPC)

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o faturamento do segmento de higiene e beleza no Brasil, em 2017, atingiu R$ 46,3 bilhões, com uma taxa média de crescimento composto anual entre 2010 e 2017 de 7,8%. Crescimento de 2,8% no ano de 2017.

O gráfico abaixo ilustra o faturamento da indústria brasileira de não medicamentos (“Ex-Factory”, livre de impostos) entre 2006 e 2017:
 

 

Segundo a ABIHPEC, no Brasil, existem 2.642 empresas atuando no mercado de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, sendo que 20 empresas de grande porte, com faturamento líquido de impostos acima dos R$ 100 milhões, representam 73,0% do faturamento total.

A ABIHPEC cita vários fatores que têm contribuído para a expansão do mercado de cosméticos no Brasil e que poderão continuar a suportar a expansão do setor: 

•    Acesso das classes D, E aos produtos do setor, devido ao aumento de renda. Os novos integrantes da classe C passaram a consumir produtos com maior valor agregado;
•    Participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho;
•    A utilização de tecnologia de ponta e o consequente aumento da produtividade, favorecendo os preços praticados pelo setor, que tem aumentos menores do que os índices de preços da economia em geral;
•    Lançamentos constantes de novos produtos atendendo cada vez mais às necessidades do mercado;
•    Aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude.
Em geral, as redes de drogarias oferecem uma grande variedade de Não Medicamentos, desde simples produtos destinados à higiene pessoal, tais como sabonetes, cremes dentais e desodorantes, a produtos destinados à proteção ou embelezamento do corpo, tais como protetores solares, perfumes, cremes, produtos capilares, batons, etc.

O Setor de Varejo Farmacêutico

O setor varejista de produtos farmacêuticos caracteriza-se principalmente pela compra, distribuição e revenda de medicamentos, incluindo remédios de marca, de referência, similares, genéricos e medicamentos OTC. Também é comum nesta indústria a comercialização de produtos relacionados à indústria de HPC e produtos de conveniência. 

Nos últimos anos, o mercado de varejo farmacêutico brasileiro tem apresentado taxas de crescimento expressivas em termos de faturamento. Durante o período entre 2010 e 2017, a receita do setor cresceu, em média, 13,7% ao ano. Segundo projeção do IMS Market Prognosis, o faturamento do setor de varejo farmacêutico no Brasil deve crescer a uma taxa de crescimento média anual composta (CAGR) em US$ constantes entre 12% e 15% de 2012 a 2017. Este crescimento deverá ser impulsionado, principalmente, pelos mercados regionais menos desenvolvidos atualmente.

Conforme já mencionado, o crescimento do setor tem sido sustentado por fatores como o aumento da renda, o envelhecimento da população, a maior penetração obtida por medicamentos genéricos e pela maior participação de Não Medicamentos no mix de vendas. Soma-se a isso o crescente apoio governamental realizado por meio do programa “Farmácia Popular”, iniciado como protótipo em 2004, no qual o governo subsidia a venda de medicamentos através da isenção de impostos para laboratórios, resultando em descontos de até 90% para a população.

Fragmentação do Varejo Farmacêutico

No Brasil, o varejo de produtos farmacêuticos é realizado principalmente por drogarias independentes e por redes de farmácias (incluindo redes vinculadas a supermercados). 

Por se tratar de uma indústria de varejo, em que a escala é um fator determinante para a competitividade de seus participantes, acreditamos que existe uma tendência natural de consolidação deste setor. Esta maior concentração do setor pode ser observada em mercados estrangeiros, como Estados Unidos, Chile e México.

A tendência de formalização da economia brasileira é um dos principais fatores que vem favorecendo a consolidação do setor de varejo farmacêutico. Tradicionalmente, os diversos segmentos de varejo no Brasil eram marcados por um elevado grau de informalidade, que ocorriam, principalmente, por meio de sonegação de impostos realizada por pequenas empresas. Esse diferencial tributário prejudicava as grandes redes, pois reduzia as vantagens obtidas por ganhos de escala.

Essa distorção de mercado vem sendo progressivamente atenuada, devido à (i) modernização do sistema tributário brasileiro, com a implantação de notas fiscais eletrônicas, (ii) tributação no nível da indústria ou distribuidor para todos os estágios seguintes da cadeia de distribuição (substituição tributária) e (iii) a evolução dos sistemas de pagamento, que aumentou a proporção de pagamentos feitos com cartões de crédito e débito.

Ao se analisar a evolução da participação de mercado de drogarias independentes e redes associadas à Abrafarma que compõem o varejo farmacêutico no Brasil, verifica-se que a participação das drogarias independentes está reduzindo enquanto que nas principais redes de farmácias associadas à Abrafarma, se observa um crescimento conforme pode ser verificado no gráfico abaixo:

Principais Mercados Farmacêuticos do Brasil

Além da diferença de tamanho entre o mercado da região Sudeste e das demais regiões brasileiras, também são observadas diferenças com relação aos participantes do varejo farmacêutico. No Sudeste, é clara a presença da maioria das principais redes de varejo farmacêutico, sendo esta região a principal plataforma de quatro das principais redes brasileiras (Drogaria São Paulo, Drogasil e Droga Raia), e onde estão presentes cerca de 60% das suas lojas. Acreditamos que, em decorrência disso, a competição na região Sudeste é superior à observada nas demais regiões do Brasil.

Nas demais regiões brasileiras, onde a maior parte das grandes redes ainda possui exposição limitada, ganham destaque, além da presença marcante da nossa Companhia (em especial nas regiões Norte e Nordeste), participantes locais de maior porte, que possuem fatias de mercado relevantes dentro de suas áreas de atuação.

Na nossa visão, o sucesso de redes locais de farmácia está relacionado com alguns fatores regionais, incluindo: a presença em localizações adequadas, oferecendo conveniência aos clientes, a localização eficiente de centros de distribuição, reduzindo a geração de créditos tributários decorrentes de transporte interestadual de mercadorias, e o atendimento customizado aos clientes da região.

(i) Participação em cada um dos mercados

De acordo com os dados do Ranking da Abrafarma referentes ao exercício de 2017, ocupamos a vice-liderança do mercado brasileiro em faturamento e o 3° lugar, quando consolidados os dados dos Grupos de Redes. Segundo a IMS Health, obtivemos participação de mercado de 6,1%, em 2017.

(ii) condições de competição nos mercados

Operamos em mercado altamente competitivo. Os principais concorrentes são as redes de drogarias e as farmácias independentes, mas concorremos também com outros tipos de empresas, como perfumarias, supermercados e com empresas de venda direta. Os concorrentes variam de acordo com a localização geográfica em que atuamos. 

A tabela abaixo indica os principais concorrentes por região do País:

          


Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, bem como no interior dos demais Estados brasileiros, os principais concorrentes, em geral, não são as grandes redes, mas redes locais de farmácias.

d) eventual sazonalidade:

Em função da abrangência geográfica, não sofremos efeito significativo decorrente de sazonalidade, seja em razão de condições climáticas, feriados ou outros fatores.

No primeiro trimestre do ano as vendas são menores em função da concentração de despesas relevantes para grande parte da população, bem como pelo fato de o mês de fevereiro possuir apenas 28 ou 29 dias. Em contraponto, o último trimestre é geralmente o trimestre com maior venda no ano, em função do poder aquisitivo adicional resultante do recebimento do décimo terceiro salário nos meses de novembro e dezembro. 

O segundo trimestre do ano é quase sempre um trimestre com significativa elevação da margem bruta. Todos os anos, o Governo Federal aprova no final de março o reajuste pela inflação no preço de fábrica e no preço máximo ao consumidor, que é imediatamente aplicado por nós e pela grande maioria dos nossos concorrentes. Como resultado, vendemos a preços reajustados no início de abril produtos que adquirimos pelo preço antigo, o que aumenta as margens. Na medida em que o estoque de produtos adquiridos a preços antigos é consumido e que sua reposição passa a ocorrer pelos preços reajustados, as margens vão se reduzindo e retornam ao patamar normal.

e) principais insumos e matérias primas, informando: (i) descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulamentação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável; (ii) eventual dependência de poucos fornecedores; e (iii) eventual volatilidade em seus preços.

Relacionamento com fornecedores


Acreditamos que os fornecedores possuem interesse preferencial em vincular seus produtos à nossa marca e a todas as iniciativas a ela relacionadas, tendo em vista o potencial de distribuição e venda dos seus produtos em escala nacional, com penetração em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal. Para fortalecer esses laços, realizamos diversas ações focadas nos fornecedores, das quais destacamos:
 

•    Planejamento de Marketing. Anualmente, apresentamos aos fornecedores planejamento de marketing impresso com todas as ações que serão realizadas ao longo do ano seguinte, com o detalhamento das possibilidades de participação das marcas dos fornecedores, para promoção de vendas e/ou projeção institucional de suas marcas.

•    Prêmio Novas Conquistas. Ao final de cada ano, realizamos grande evento para premiar os fornecedores de maior destaque em nossas parcerias.

•    Fórum Pague Menos do Varejo Farmacêutico. Realizado a cada dois anos na cidade de São Paulo, o Fórum Pague Menos do Varejo Farmacêutico oferece aos fornecedores palestras que sinalizam tendências da economia e do mercado de varejo farmacêutico.

Dependência de Fornecedores

A tabela abaixo mensura o grau de dependência de fornecedores nos períodos indicados, considerando o percentual que tais fornecedores representam nos custos das vendas:

 

Predominantemente, fazemos a aquisição dos produtos diretamente dos fabricantes, pois entendemos que essa relação fortalecida nos permite melhores condições comerciais e consolida ainda mais a confiança da indústria em nossa marca. Negociamos volumes significativos com os fabricantes, acordando de antemão a realização de entregas periódicas, e a garantia desse volume aumenta o poder de negociação, o que nos permite oferecer melhores preços para os clientes. Compramos de distribuidores quando esse canal oferece condições ainda mais competitivas dos que os fabricantes. Embora as compras sejam concentradas em alguns fornecedores, acreditamos que potenciais riscos advindos dessa dependência são mitigados, uma vez que: (a) há sempre mais de um fornecedor apto a fornecer os produtos necessários e (b) caso não seja possível adquirir algum produto diretamente dos fabricantes, podemos recorrer aos distribuidores de tais produtos com atuação no Brasil.

Volatilidade de Preços

O preço de fábrica dos medicamentos é reajustado pelo Governo Federal anualmente no mês de abril, em conjunto com o preço máximo ao consumidor, de forma que, quando passamos a comprar com preços reajustados, majoramos simultaneamente os preços de venda de medicamentos aos consumidores.

No caso dos Produtos de Higiene e Beleza, Produtos de Marca Própria e componentes para medicamentos e cosméticos produzidos pela farmácia de manipulação, as compras são feitas diretamente dos fabricantes, e as condições comerciais são negociadas a cada pedido. 

Contratos Relevantes

Com exceção do contrato listado a seguir, não somos parte de contratos relevantes além daqueles listados nas seções 10 (contratos financeiros) e 16.2 (contratos com partes relacionadas):

Em 18 de agosto de 2011, celebramos com a Nutracom Indústria e Comércio Ltda. – EPP contrato de fornecimento de suplementos vitamínicos da família de marcas “Power Vita”. A Nutracom é detentora da fórmula dos referidos suplementos e assumiu o compromisso de fornecer tais produtos à nossa Companhia em caráter de exclusividade. Em função da celebração dos referidos contratos, tal família de marcas “Power Vita”, O contrato tem prazo de 24 meses a contar da data de sua assinatura e será automaticamente prorrogado por períodos iguais e sucessivos, salvo se qualquer das partes solicitar sua rescisão com antecedência mínima de 30 dias. Adicionalmente, o contrato poderá ser rescindido a qualquer tempo, por qualquer das partes, desde que haja comunicação à outra parte com 60 dias de antecedência.