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Mercado

Dentro do varejo farmacêutico brasileiro, as drogarias constituem o principal meio de acesso da população aos medicamentos e um dos principais canais para artigos de higiene e beleza. De acordo com a IMS Health, existiam mais de 68 mil farmácias e drogarias no Brasil. Em sua maioria, esses estabelecimentos realizam a venda de Medicamentos, Medicamentos OTC e Produtos de Higiene e Beleza.

 

De acordo com a Abrafarma, foram emitidos pouco mais de 781 milhões de cupons fiscais no ano de 2013, o que significa que praticamente toda a população do país comprou pelo menos 4 vezes nas lojas associadas da Abrafarma durante o ano.

 

O mercado brasileiro de drogarias é um mercado em forte crescimento, ainda pulverizado, mas em processo de consolidação. A população paga pela maioria dos seus medicamentos com recursos próprios, uma vez que programas públicos e privados de subsídio aos medicamentos, que prevalecem em diversos países do mundo, ainda são incipientes no Brasil. O programa Farmácia Popular, do Governo Federal, apresenta participação estável nas vendas das redes associadas à Abrafarma – que reúne as 29 maiores redes brasileiras – em 2,6% do faturamento total de medicamentos.

 

Em 2013, o mercado brasileiro de medicamentos movimentou R$ 57,85 bilhões (US$ 26,89 bilhões), de acordo com IMS Health, um crescimento de 18,4% em relação a 2012. Ainda segundo a IMS Health, em 2011 o Brasil era o sexto maior mercado mundial de medicamentos, devendo crescer a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 12% a 15% entre 2012 e 2016, passando a representar o quarto maior mercado mundial.

 

O mercado brasileiro de Produtos de Perfumaria também  cresce de forma acelerada. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, ou ABIHPEC, o setor faturou R$ 38,0 bilhões em 2013, a preço líquido de fábrica, crescimento de 10,1% ante 2012, quando faturou R$ 34,5 bilhões.

 

Indústria de Medicamentos

 

O setor de medicamentos é um dos setores de maior crescimento no mundo, tendo superado de maneira consistente o crescimento da economia mundial nos últimos anos, tendência verificada também no Brasil, de acordo com dados divulgados pela IMS Health.


O Mercado Farmacêutico Mundial

 

 

 

Fonte: IMS Health

 

Podemos identificar no Brasil os seguintes tipos de medicamentos:

 

Medicamentos de Marca: Medicamentos que englobam a categoria de Medicamentos de Referência e Medicamentos Similares, para os quais é exigida prescrição médica para a venda.

 

Medicamentos de Referência: Novos medicamentos lançados pelos laboratórios após grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, exaustivos procedimentos de testes e aprovação das agências governamentais competentes. São medicamentos que servem de parâmetro para os testes de bioequivalência e biodisponibilidade para a aprovação dos Medicamentos Genéricos. Esses produtos, quando de seu lançamento, são protegidos por patente, cujo prazo pode variar de acordo com a categoria da invenção e da legislação do país. No Brasil, este prazo é de até 20 anos.

 

Medicamentos Similares: Medicamentos que contêm o mesmo ou os mesmos princípios ativos dos Medicamentos de Marca em que se baseiam, podendo diferir, já que não foram submetidos aos testes de bioequivalência, em características como concentração, posologia, forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem e excipientes utilizados, devendo sempre ser identificados por nome comercial ou marca. De acordo com a Resolução RDC nº 134 da Anvisa, Medicamentos Similares cujas licenças expiraram a partir de 1º de dezembro de 2004 deverão passar por ensaios clínicos para comprovar a eficácia terapêutica e segurança. As drogarias também comercializam este tipo de medicamentos, não obstante a sua crescente substituição pelos Medicamentos Genéricos.

 

Medicamentos Genéricos: Medicamentos idênticos, ou bioequivalentes, aos respectivos Medicamentos de Marca na forma de dosagem, eficácia, segurança, potência, qualidade, características de desempenho e uso pretendido, desenvolvidos após a expiração, renúncia ou quebra da patente dos Medicamentos de Marca em que se baseiam, e utilizando fórmulas de Medicamentos de Marca. Dessa forma também é exigida a prescrição médica para a venda desse tipo de medicamento. A diferença se dá no nome, na marca e na forma de divulgação. Os Medicamentos Genéricos não são protegidos por patente.

 

Medicamentos OTC: Medicamentos cuja venda é livre, não requerendo a apresentação de prescrição médica, utilizados para o alívio de uma condição médica. Esse grupo inclui medicamentos para o tratamento de condições agudas fáceis de serem autodiagnosticadas, tais como antiácidos, remédios para tosse, dor e gripe.

 

O mercado de medicamentos brasileiro alcançou em 2012 um índice composto de crescimento anual de receita bruta de vendas e serviços (CAGR) de aproximadamente 17%, entre 2008 e 2012, significativamente acima da média mundial, de 5,4% entre 2008 e 2012 (dados de 2013 não disponíveis na data deste Formulário Referência).

 

Acreditamos que o crescimento do mercado de medicamentos no Brasil se deve, principalmente, (i) ao aumento de renda e do consumo per capita; (ii) ao envelhecimento da população brasileira; (iii) à expansão do mercado de medicamentos genéricos; e (iv) ao controle precoce de patologias. Os gráficos abaixo ilustram a evolução do setor no mundo e no Brasil nos últimos anos:

 

O Mercado Farmacêutico do Brasil

 

 

Tais tendências fizeram com que o Brasil, em conjunto com seis outros países (China, México, Índia, Rússia, Coréia do Sul e Turquia), recebesse a designação pela IMS Health de Pharmerging Countries, reconhecendo a sua crescente importância no mercado farmacêutico mundial. De acordo com o IMS Health, o mercado farmacêutico mundial totalizou, em 2012, US$ 965 bilhões. Em 2012, conforme últimas informações públicas, os países mais desenvolvidos (Estados Unidos, Canadá, Japão e os cinco principais países da Europa) representavam 64% do mercado, já os Phamerging Countries respondiam por 23% do mercado. A IMS Health estima que o mercado mundial cresça de US$ 205 a US$ 250 bilhões de 2012 a 2017 e que, deste crescimento, US$ 140 a US$ 170 bilhões, ou 69%, do acréscimo serão originados nos Pharmerging Countries.

 

Em 2010, a IMS Health reclassificou os Pharmerging Countries em diferentes níveis quanto à perspectiva de crescimento no mercado farmacêutico, tendo a China sido considerada de forma isolada como Pharmerging Nível 1, enquanto o Brasil, juntamente com Rússia e Índia, foi classificado como Pharmerging Nível 2. Portanto, a IMS Health, a partir de 2010, passou a considerar o Brasil como um dos quatro países do mundo com maior perspectiva de crescimento do mercado farmacêutico.

 

Evolução da Participação dos Países no Mercado Mundial de Produtos Farmacêuticos

 

 

Fonte: IMS Health

 

O consumo anual per capita de medicamentos no Brasil apresenta um grande potencial de crescimento, pois ainda é significativamente inferior quando comparado ao consumo nos principais mercados mundiais. Alguns fatores apontam para este crescimento, como a divergência entre o consumo per capita dos brasileiros em comparação com outros mercados. A exemplo disso, apesar de a população do Brasil equivaler em 2010 a cerca de 63% da população dos EUA (segundo dados do Banco Mundial), o mercado farmacêutico brasileiro representa apenas 4,4% do tamanho do mercado farmacêutico dos EUA em vendas.

 

Os seguintes fatores justificam as fortes perspectivas de crescimento do mercado brasileiro:

Aumento de Renda e do Consumo per Capita. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou IBGE, o gasto em medicamentos oscila fortemente de acordo com o patamar de renda da família, o que demonstra a existência de uma forte demanda reprimida para a população de menor renda.

Envelhecimento da População: O consumo de medicamentos varia conforme a idade. Este padrão de consumo, aliado ao crescimento esperado da população com mais de 60 anos, deverá fazer com que o mercado farmacêutico brasileiro eleve o seu patamar nos próximos anos. No ano 2000, de acordo com o IBGE, o número de pessoas com mais de 60 anos era de 12,9 milhões, tendo saltado para aproximadamente 26,3 milhões em 2010. O IBGE projeta que este número saltará para 38,1 milhões em 2020, para 49,1 milhões em 2030 e para 61,0 milhões em 2050, o que corresponde a uma taxa anual composta de crescimento médio de 3,5% para os próximos 20 anos. Estima-se que a representatividade demográfica dessa parcela da população, que era de 10% em 2010, saltará para 18,7% em 2030.Expansão do Mercado de Medicamentos Genéricos: Os Medicamentos Genéricos foram introduzidos no Brasil no final de 1999 e vêm apresentando alto crescimento desde o início de sua comercialização. Segundo dados da IMS Health, as vendas de medicamentos genéricos atingiram R$ 13,7 bilhões em 2013, um montante 23% superior às vendas realizadas em 2012, as quais foram R$ 11,1 bilhões. O valor, auditado pela IMS Health, não considera os descontos de mais de 50% oferecidos pela indústria ao varejo e se baseia nos registros de preços feitos pelos laboratórios na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O gráfico a seguir ilustra a evolução do crescimento de participação dos Medicamentos Genéricos no mercado total de medicamentos:

Expansão do Mercado de Medicamentos Genéricos: Os Medicamentos Genéricos foram introduzidos no Brasil no final de 1999 e vêm apresentando alto crescimento desde o início de sua comercialização. Segundo dados da IMS Health, as vendas de medicamentos genéricos atingiram R$ 13,7 bilhões em 2013, um montante 23% superior às vendas realizadas em 2012, as quais foram R$ 11,1 bilhões. O valor, auditado pela IMS Health, não considera os descontos de mais de 50% oferecidos pela indústria ao varejo e se baseia nos registros de preços feitos pelos laboratórios na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O gráfico a seguir ilustra a evolução do crescimento de participação dos Medicamentos Genéricos no mercado total de medicamentos:

 

Evolução dos Medicamentos Genéricos (% do mercado total)

                                                                                                                                

 

Fonte: Sindusfarma

 

A participação dos Medicamentos Genéricos nas vendas totais de medicamentos já não pode ser considerada baixa quando comparada aos mercados farmacêuticos de outros países. O gráfico abaixo ilustra esta comparação:

 

 

 

Porcentagem de Genéricos nas Vendas Totais de Medicamentos
(% das unidades vendidas) 

 

 

 

Fonte: PróGenéricos, IMS Health

(1)        De acordo com IMS Health, dez/2011.

(2)        De acordo com IMS Health, dez/2013.

 

Dentre os fatores que fazem com que o mercado de Medicamentos Genéricos esteja num momento de expansão, destacam-se o preço competitivo destes medicamentos frente aos medicamentos de marca e a expiração de patentes de medicamentos líderes de vendas em um futuro próximo. De acordo com a legislação vigente no Brasil, os preços dos Medicamentos Genéricos devem ser no mínimo 35% inferiores aos dos Medicamentos de Referência devido, notadamente, aos menores custos com pesquisa e desenvolvimento, o que os torna bastante competitivos e na prática, os descontos oferecidos aos clientes são de 50%. Além disso, um número significativo de Medicamentos de Referência perdeu a patente nos últimos anos, segundo a IMS Health, hoje, 94% do mercado brasileiro de varejo em valor não é mais protegido. O Brasil tem R$ 1 bilhão em vendas de medicamentos que perderão patente até 2016 e, de 2016 a 2020, mais R$ 1,8 bilhão, significa que há um amplo território livre para o crescimento dos Medicamentos Genéricos.

 

Ainda assim, os esforços tradicionais de pesquisa e desenvolvimento, bem como a pesquisa em novas áreas, tais como a biotecnologia e a pesquisa genética, devem continuar a gerar compostos novos e mais eficazes para atender às necessidades ainda não supridas dos pacientes, contribuindo para o contínuo desenvolvimento do segmento dos Medicamentos de Marca.

 

Novos medicamentos que visam à melhoria da qualidade de vida, tais como medicamentos para o controle de peso, suplementos nutritivos, pílulas anticoncepcionais e produtos para a disfunção erétil surgiram como um segmento novo e de rápido crescimento da indústria.